Ser jornalista vai além de escrever ou expressar-se bem. É necessário compromisso com a verdade, afinal, a sociedade espera que sejamos porta-vozes de suas reivindicações, angústias, preocupações e também de suas aspirações. Hoje passamos por uma crise com a queda na regulamentação de nossa profissão, este é um momento de luta e principalmente de reflexão de nosso papel nessa sociedade da informação, onde a todo o momento, dados, estatísticas, fofocas e dados com pouca ou nenhuma apuração tomam nossas caixas de e-mail.
O jornalista diplomado é o cidadão comprometido com a informação correta e qualificada para filtrar tudo, checar, verificar e repassar o que realmente interessa ao seu leitor. É isso que esperam da nossa categoria. Diante desse panorama, não há glamurização. O que há em nossa categoria é muito suor, muito trabalho na tentativa de apurar os dados com cuidado e isso significa afinco, vontade, coragem, no objetivo de garantir a cidadania para aqueles que nem sempre são ouvidos ou lembrados.
Temos que lidar com a pluralidade de pensamentos, de gostos, de predileções. Este exercício do pensar isento é diário e constante. Nem sempre estamos dispostos a aceitar, mas a nossa opinião não vale, e como profissionais comprometidos com a verdade temos o dever de passarmos a informação como ela é, e com isso, nos tornamos pessoas capazes de ver o mundo de outra forma, sob a ótica do bem comum e não da individualidade.
Não importa se essa pessoa é do partido A,B,C, se ela pensa diferente de você, ela quer que a mensagem dela chegue da forma mais clara possível. É como se cada entrevista uma casa fosse construída, com tijolo e cimento. O mau tempo e outras intempéries podem tirar o ânimo, mas não a vontade de construir, de contribuir para um Brasil melhor, de dias melhores. Colegas, amigos, estamos todos no mesmo barco, na mesma luta não esperando, mas construindo dias melhores
Na faculdade aprendemos muito mais do que técnicas de se fazer um bom texto, reforçamos conceitos, amadurecemos e nos damos contas da responsabilidade de nosso ofício para garantir e reforçar os princípios democráticos. Aos que tentam nos desqualificar um recado: não desistiremos, porque o jornalismo está em nosso sangue, em nossa alma e nossos ideais não sucumbirão. Sou jornalista DIPLOMADO sim e faria tudo novamente com muito orgulho.
Adilson Cabral é jornalista diplomado, presidente da Associação dos Jornalistas do Vale do Ribeira, especialista em Comunicação e Novas tecnologias e pós graduando do curso de Comunicação, Política e Imagem, da UFPR