Secretaria de Saúde alerta população sobre cuidados com a Hanseníase
Embora a hanseníase tenha cura, é preciso detectar o mais rápido possível, pois assim diminui a possibilidade de ter uma sequela
Mesmo sendo uma das doenças
mais antigas do mundo e com eficácia de medicamentos que resultam em 100% de
cura, a Hanseníase ainda possui tabus que refletem diretamente no processo de
tratamento de quem contraiu a doença. Antigamente as pessoas se referiam a essa
patologia como Lepra. Quando se sabia que um leproso estava por perto, as
pessoas se afastavam completamente, com medo de serem contaminadas.
Infelizmente isso ainda é uma prática comum de muitas pessoas por
desinformação.
Para mudar essa situação, a
Divisão Técnica de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Registro
quer chamar a atenção da população para a prevenção da doença e mostrar que não
há necessidade de se isolar de quem está com o mal de Hansen. A iniciativa
marca o Dia Mundial de Combate a Hanseníase, celebrado no próximo sábado,
31/01.
A Secretária Municipal de
Saúde, Jô Rangel, faz um alerta. “Quem contraiu a doença já está fragilizado e
sem o apoio da família a dificuldade só aumenta durante o tratamento. A própria
Organização Mundial de Saúde garante que a maioria das pessoas é resistente ao
bacilo e não a desenvolve. Cerca de 95% das bactérias são eliminadas na
primeira dose do tratamento e o paciente passa a ser incapaz de transmiti-las a
outras pessoas”.
A Hanseníase é uma doença
infecciosa e é transmitida pela pessoa doente para uma sadia apenas pelo
contato contínuo. O bacilo Mycobacterium leprae, bactéria que ataca o sistema
nervoso periférico, provoca alterações de sensibilidade ao frio/calor, ao tato
e à dor. A doença também pode evoluir para perda de força muscular das mãos,
pés e olhos.
Para deixar a população
consciente, todas as Equipes de Saúde estão com material educativo para
distribuição ao público e estão preparadas para os trabalhos preventivos e de
busca por pessoas que apresentem algum sintoma da doença.
“Convidamos a população para que compareça ao serviço de saúde, percebendo o sinal de qualquer mancha estranha na
pele. Embora a hanseníase tenha cura, é preciso detectar o mais rápido
possível, pois assim diminui a possibilidade de ter uma sequela”, afirmou a
Chefe de Divisão Técnica de Vigilância Epidemiológica, Ezeiza Barbosa Stockler.
