SAÚDE

Número de casos de dengue diminui, mas prevenção continua em Jacupiranga

Em 2013 Jacupiranga enfrentou o maior surto de dengue, sendo considerada a cidade com a situação mais crítica do Vale, com 2.152 casos suspeitos e 2.090 casos confirmados


Os dias estão tipicamente de verão. Muito sol e temperaturas elevadas com quedas de chuva ao final da tarde. Para muitos esse tempinho é maravilhoso, mas, vale ressaltar que ele é um grande aliado do mosquito da dengue (Aedes aegypti,), que precisa da água parada para se desenvolver e, a melhor maneira de se combater este mal é atuando de forma preventiva, impedindo a reprodução do mosquito. Sendo assim, a Prefeitura Municipal de Jacupiranga alerta para que os moradores não se descuidem, toda atenção é necessária para que o mosquito não se desenvolva.
“Nós continuamos com nossas ações de prevenção à dengue, mas a colaboração dos moradores é essencial. Não adianta tomar as medidas cabíveis apenas quando aparece os casos da doença. Todos devem cuidar para não deixar água parada durante todo o ano e a atenção deve ser redobrada no verão. A única forma de combatermos a doença é com cada um fazendo sua parte”, alerta a chefe da Vigilância Sanitária, Luciele Cristino.
Jacupiranga, no início de 2013, enfrentou o maior surto de dengue de toda a história do município - que começou em 2012 - sendo considerada de longe a cidade com a situação mais crítica do Vale do Ribeira, com 2.152 casos suspeitos e 2.090 casos confirmados de dengue, de acordo com informações da Vigilância Sanitária do município.
As ações de rotina, assim como vistorias e bloqueios nas residências, eram realizadas periodicamente e, em seguida, começou a fiscalização de terrenos baldios para notificações quando necessário, devido a Lei Municipal n° 1.089, de 21 de janeiro de 2013.
Além disso, outras diversas ações foram realizadas, assim como palestras nas escolas a fim de conscientizar as crianças e ensiná-las no combate e prevenção da doença.
Tanto trabalho valeu a pena e, em 2014, poucos casos foram detectados no município: 10 suspeitos e apenas dois confirmados.
“Um dos maiores desafios no início da nossa gestão em 2013 foi controlar o maior surto de dengue da história do nosso município, que na época estava sujo e mal cuidado, contribuindo para a proliferação do mosquito. Agora, nós estamos dando continuidade com nosso trabalho de prevenção para que não precisemos passar por esse tipo de situação novamente. A Vigilância está fazendo a parte dela e precisamos que a população também colabore. Além disso, estamos atuando efetivamente na limpeza da cidade, que também contribui muito para afastar a dengue. Hoje, somos considerados a cidade mais limpa do Vale do Ribeira, somos referência regional e não podemos perder esse crédito”, afirma o prefeito de Jacupiranga, José Cândido Macedo.

Número de casos nos últimos 5 anos:

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2010
2011
2012
2013
2014
Suspeitos
79
156
90
2.152
10
Confirmados
56
52
66
2.090
2
 Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação

A doença - A dengue é uma doença febril aguda causada por vírus, sendo um grande problema de saúde pública em todo o Brasil, que pode evoluir para a dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue, caracterizada por sangramento e queda de pressão arterial, o que eleva o risco de morte.

Como evitar – É essencial não deixar água parada. Geralmente as larvas são encontradas em vasos e pratos de plantas, garrafas, pneus, embalagens em geral, calhas, ralos sujeitos à retenção da água da chuva, potes de água de cachorros e assim por diante. Para evitar a proliferação do mosquito é necessário retirar os pratos dos vasos de plantas ou enchê-los com areia, eliminar materiais que não são utilizados no quintal, colocar telas nos ralos, limpar as calhas com freqüência e manter bem vedados os recipientes com armazenamento de água para consumo.  Na ocorrência de chuvas é importante intensificar os cuidados para evitar o acúmulo de água nos recipientes.

Sintomas mais frequentes – Os sintomas da dengue duram aproximadamente seis dias e os mais frequentes são: febre alta, fortes dores de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do paladar e apetite, manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, náuseas e vômitos, tontura, extremo cansaço, dores no corpo, dores nos ossos, nas articulações e abdominal.


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