Crise hídrica e suas consequências serão discutidas
Adilson Cabral
Autoridades
nacionais devem discutir em seminário agendado para o dia 28 de março, em
Registro, a crise hídrica em São Paulo e suas consequências no Vale do Ribeira.
Devem participar do evento, representantes do ANA – Agência Nacional de
Abastecimento, da Secretaria Estadual de Recurso Hídricos, SABESP e DAEE, além
de membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Vale do Ribeira, prefeituras,
câmaras municipais, secretarias de meio ambiente, sindicatos, associações e
sociedade civil.
Dentro da temática
central da crise hídrica e sua relação com a Região, a ideia é promover uma
discussão sobre a origem da crise hídrica: “Vamos discutir as ações e as faltas
de planejamento para enfrentar essa situação de crise e ainda, as propostas
para o enfrentamento com o uso da água da Bacia do Rio Ribeira de Iguape por
meio do Rio São Lourenço (...) Nós queremos saber quais são as compensações
financeiras que o Vale do Ribeira pode ter para continuar preservando os
recursos naturais”, explica o vereador Raul Calazans, idealizador do Seminário.
Um primeiro encontro foi
promovido na última sexta-feira (20) entre o vereador registrense e o deputado
federal, Nilto Tatto, conhecido por sua atuação na área ambiental no Vale do
Ribeira junto ao Instituto Socioambiental (ISA). “Tratamos da organização de
seminário sobre a crise hídrica, o impacto para o Vale do Ribeira e as compensações pela transposição das águas da bacia do Ribeira para a
região metropolitana. Trata-se de uma iniciativa conjunta dos mandatos”,
explicou o vereador.
Obras - A Sabesp já está desenvolvendo o projeto de
captação para aumentar a oferta de água para a Grande São Paulo. Técnicos da
companhia trabalham para bombear água do rio Juquiá, e transportá-la até a
represa Guarapiranga. O objetivo é transferir mil litros de água a cada
segundo, um volume suficiente para atender uma população de aproximadamente 300
mil pessoas.
O rio Juquiá, localizado em Juquitiba, no Vale
do Ribeira, fica a cerca de 70 km da capital. Sua água será bombeada por uma
tubulação de 5,5 km de extensão até a cabeceira do rio Santa Rita. Este termina
no rio Embu-Guaçu, que finalmente deságua na represa Guarapiranga. A obra, que
deve estar concluída até o início do segundo semestre de 2015, está em fase de
projeto e orçamento e tem custo estimado em aproximadamente R$ 75 milhões.
